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A vantagem da internacionalização |
Mesmo com o câmbio desfavorável, Stefanini IT Solutions aposta na expansão para o exterior como forma de solidificar os negócios
O Núcleo de Negócios Internacionais da Fundação Dom Cabral divulgou, no final do mês passado, o Ranking das Transnacionais Brasileiras de 2011 – que lista as empresas que mais possuem ativos, receita e funcionários atuando no exterior. Das 46 empresas listadas, 17 estão localizadas na região sul. O primeiro lugar ficou com o Grupo JBS-Friboi, do ramo alimentício, presente em países como Itália, Estados Unidos e Rússia.
Uma das empresas que se destacaram no ranking foi a Stefanini IT Solutions, da área de TI. No ranking deste ano, a companhia saltou da 17ª posição para o segundo lugar. Presente em 28 países, a Stefanini mantém 67,7% dos seus ativos, 36,1% de sua receita e 37% de seus funcionários no exterior. A forte presença no exterior se deve à aquisição de três empresas estrangeiras em 2010. O desafio agora, é crescer em países onde a empresa já opera, como os Estados Unidos e a China.
A Stefanini iniciou sua internacionalização em 1996, ao inaugurar uma filial na Argentina. O processo se ampliou a partir de 2001, com a chegada aos Estados Unidos, México e Colômbia. O diretor presidente da empresa, Marco Stefanini, acredita que o maior desafio ocorreu ano passado, com a aquisição da americana TechTeam – empresa com experiência no ramo de service desk e BPO, presente em 16 países. A negociação durou quatro anos e demandou a contratação de um diretor específico para conduzi-la. “A aquisição foi uma vantagem, pois agora temos um maior posicionamento global. Ao mesmo tempo, é um grande desafio, porque além de ter que fortalecer a marca lá fora o nível de operação de gestão é muito grande. É preciso montar uma equipe e educá-las para a nossa cultura”, explica.
Stefanini acredita que não existe uma receita para internacionalizar uma empresa. Cada organização, diz ele, tem um perfil próprio. Por isso, é importante ter um nível alto de experiência com uma boa estrutura financeira para embarcar no que o empresário chama de “aventura de longuíssimo prazo”, com um lucro muito menor do que se tem no país. “Eu incentivo toda a empresa a se internacionalizar a partir do momento que já estiver estruturada no país”, garante.
Ele diz que, apesar de o Brasil estar em um momento econômico favorável, a transnacionalização vale a pena. O setor de serviços de TI está difícil tanto lá fora quanto aqui. De qualquer forma, os Estados Unidos e a Europa, juntos, abrangem um mercado 30 vezes maior do que o do Brasil. Segundo Marco Stefanini, os planos daqui em diante estão focados em expandir as operações nos Estados Unidos, Europa e China. “A aquisição de uma empresa tem que ser uma etapa para que você possa crescer organicamente e abrir mais oportunidades aos funcionários”, considera.
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