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Campo fértil para a sustentabilidade |
Alinhada com os conceitos básicos de qualidade total, a fazenda Quinta da Estância Grande, em Viamão, mostra que é possível aliar a eficiência com a preservação ambiental
Por Pedro Pereira Em meio ao 12º Congresso Internacional de Gestão, o Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP) tem realizado uma série de visitas técnicas a empresas que se destacam em diferentes dimensões dos métodos de qualidade. Nesta quarta-feira, a visita ocorreu em Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre, local que abriga a Quinta da Estância Grande – uma fazenda que vem se destacando pela capacidade de aliar eficiência, inovação e sustentabilidade.
A cada ano, a Quinta da Estância grande recebe cerca de 70 mil visitantes. A maioria deles são alunos de instituições de ensino da região sul, de São Paulo, Distrito Federal e Uruguai. No local, é possível visualizar como eram fabricados diversos produtos da cultura gaúcha: a lã, da ovelha ao tear, e o charque – da carne fresca ao carreteiro. Mas o objetivo principal da família Goelzer, que controla a fazenda, é mostrar que é possível desenvolver um empreendimento sendo 100% sustentável. “Nossa gestão se baseia no tripé social, ambiental e econômico”, resume Rafael, o segundo dos três filhos de Sônia e Lucídio Goelzer. Juntamente com os pais e os outros dois irmãos, Rafael cuida de todos os projetos do empreendimento.
“É preciso mostrar que não são só as grandes empresas que podem desenvolver projetos de sustentabilidade. O que seria um problema acaba se tornando um benefício – e ainda agrega valor ao seu negócio”, afirma Rafael. A receita parece dar certo: em 2009, a empresa venceu o Prêmio Nacional MPE Brasil na categoria “Responsabilidade Social”, concorrendo com outras 57 mil empresas. Além disso, no ano passado, emplacou um crescimento de 31% nas vendas.
A intenção dos proprietários é semear a ideia de preservação da natureza. “As pessoas perguntam qual o nome dos bugios que estão aqui. Mas nós explicamos que eles não têm nome, já que não são nossos e não são domesticados. Quando quiserem ir embora, eles vão”, detalha Rafael. “Se cada pessoa que vier aprender uma coisinha que seja já estará ajudando na conservação do planeta”, entende Sônia.
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