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GM do Brasil tem nova comandante |
Grace Lieblein assume a presidência da montadora no Brasil no dia 1º de junho. Ontem, trabalhadores anunciaram estado de greve na unidade de GravataÃ
Por Pedro Pereira No mesmo dia em que foi anunciada como nova presidente da General Motors do Brasil (GM), a norte-americana Grace D. Lieblein se deparou com um primeiro desafio: o estado de greve anunciado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de GravataÃ, que representa cerca de 2 mil funcionários da montadora. Os trabalhadores reivindicam um aumento de 12% nos salários – mais do que os 9% oferecidos pela GM –, além de abono e um programa de participação nos resultados (PPR). A empresa deverá apresentar uma nova contraproposta até o dia 25 de abril.
Sejam quais forem os termos, é bastante provável que a companhia chegue a um acordo com os trabalhadores antes de Grace assumir oficialmente seu novo posto no Brasil – o que deve ocorrer em 1º de junho. A executiva norte-americana entrou para a GM em 1978, como trainee da Divisão de Montagens, em Los Angeles. Cinco anos mais tarde, graduou-se em Engenharia Industrial pela Universidade de Kettering e, em 1987, foi titulada Mestre em Gerenciamento, pela Universidade de Michigan. Mais tarde, liderou a implementação do sistema de manufatura global da montadora e foi diretora da engenharia de design da divisão de automóveis na América do Norte. Em 2008, foi nomeada presidente da GM no México – cargo que ocupou até ontem.
"Com os seus sólidos e amplos conhecimentos de engenharia e desenvolvimento de produtos, combinados com fortes caracterÃsticas de negócios, Grace é o tipo de pessoa que poderá assegurar que a GM continue inovando", analisou Jaime Ardila, presidente da GM na América do Sul, em nota à imprensa.
Para Ardila, Grace chega em um momento importante em que serão colocados em prática "os planos que conduzirão a empresa para o futuro". Jaime Ardila acumulava a presidência da montadora do Brasil desde que Denise Johnson deixou o cargo, em fevereiro deste ano.
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