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Com uma estratégia arrojada e investimentos em plena crise, a Sapore Benefícios espera fechar 2011 com vendas de mais de R$ 600 milhões
Por Pedro Pereira Neste ano, a receita bruta da Sapore Benefícios deverá ultrapassar R$ 600 milhões – marca expressiva para uma empresa que, até 2008, faturava apenas um quarto disso. Isso em uma estimativa “conservadora”, como explica Eduardo Guerreiro, presidente da companhia. “Se atingirmos esse número, passaremos a ter cerca de 2% do mercado. É muito pouco perto do que a gente pode vir a ter”, entusiasma-se ele. “Quando conversarmos no início do ano que vem, talvez falemos de um valor muito maior”.
O salto não se dá por acaso. Em 2009, durante o período mais crítico da crise financeira global, os executivos da Sapore entenderam que o momento era de investir – e muito. No total, a companhia desembolsou R$ 35 milhões, principalmente com o treinamento e capacitação de funcionários. “Criamos um processo de construção. Eu não posso competir com uma multinacional oferecendo apenas remuneração para o meu funcionário”, analisa Guerreiro. “Todos acreditamos num projeto. Eu esqueço que sou um dos donos da empresa e me coloco como ‘o presidente que precisa apresentar resultados a um conselho independente’”, revela.
Os investimentos não se limitaram a isso. Novas parcerias e produtos foram desenvolvidos. Cada problema é objeto de um estudo direcionado: “para uma construtora que transporta os trabalhadores de um estado a outro, criamos um sistema de gerenciamento das viagens que, trimestralmente, eles têm por direito”, explica Guerreiro. “Agora, eles podem escolher se vão de ônibus para economizar, se a família virá até eles – ao invés de eles irem pra casa no período de folga – ou se economizará aquele valor para fazer uma grande viagem no final do ano. Isso sem dar nenhum trabalho para a empregadora”, explica. |