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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
A importância da imparcialidade
O chefe ou gestor deve utilizar as informações e dados que lhe são passados ou sugeridos para tomar a melhor decisão para a equipe ou empresa





Você consegue desligar suas emoções antes de decidir algo? Analisar os fatos e dados, a verdade nua e crua, saber qual o melhor caminho antes de dizer “é por aqui que vamos”. Acredito que a imparcialidade está no limite entre a razão e a emoção, e por isso mesmo é tão difícil tomar decisões sábias, sem se deixar influenciar pelo ambiente.

Para ilustrar esse tema, posso citar a imprensa. Quando um jornal noticia um debate político, o programa não pode dizer que é a favor de um ou outro. Essa decisão deve ser tomada pelo público, baseado nos fatos e dados que foram coletados para exibição no jornal. No meio empresarial ocorre o mesmo, mas no caminho inverso.

O chefe ou gestor deve utilizar as informações e dados que lhe são passados ou sugeridos para tomar a melhor decisão para a equipe ou empresa. Por mais que a melhor ideia tenha vindo daquele subordinado que o gestor teve uma discussão na semana passada, há que se ter juízo e racionalidade para decidir. Afinal de contas, escolhas erradas podem ruir empresas inteiras e levá-las à falência.

imparcialidade350Um exemplo ainda mais prático de uma situação dessas é uma promoção. Suponha uma equipe de cinco gerentes onde um só deve virar diretor. Se somente os méritos pessoais fossem levados em consideração na decisão, e fosse escolhido aquele pelo qual o presidente tem a maior empatia, ele pode ter cometido um grande erro. Ao escolher aquele que não é o mais capacitado, mas é somente o mais amigável dentre os outros, pode ter dado início ao declínio de sua empresa, ou então limitado o crescimento da mesma até tal proporção, sendo que o colega dele, mais linha dura, pudesse fazer os rendimentos duplicarem.

É por isso que um gestor deve conhecer profundamente todos os setores e processos de uma empresa – desta maneira, ele evita ter que pedir opiniões a todo momento, e pode tomar mais decisões sem influências de terceiros. Ou então, quando uma decisão envolva mais pessoas, como em uma reunião ou assembleia, o melhor a se fazer é que todos falem. Por mais que nenhuma das ideias seja a ideal, a união de características de cada uma delas pode ter a resposta final para um problema.

É bom ressaltar também a conduta e o tratamento individual. Empatias grandes ou até mesmo negativas não podem ser determinantes de maneira alguma na inclusão ou exclusão de uma pessoa em um processo, reunião ou em um direito de opinar. Não é porque ela não conhece direito um determinado processo que seja incompetente – ela pode ser especialista em outros assuntos. Embora a reputação não seja a melhor, ser aquele frio e calculista, muitas vezes, é tudo o que uma empresa precisa. Isso se aplica em decisões, contratações, promoções, reuniões e, claro, na vida pessoal.

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