É hora de vendermos o local no mercado global. Em vez do mamão papaya brasileiro, o de Linhares (ES); o melão de Mossoró (RN); a uva do Vale do São Francisco (BA); a maçã de Fraiburgo (SC); e assim por diante
 Na quarta-feira passada, em Berlim, fui à feira internacional anual Fruit Logistica, onde havia uma dezena de exportadores brasileiros em estande montado pela Apex. O Brasil é o 3º maior produtor mundial de frutas, mas apenas o 15º exportador. Países como Chile, África do Sul, Argentina e EUA exportam bem mais que nós.
No mercad o russo, a presença chilena e argentina, por exemplo, é muito forte, inclusive com denominação de origem e marca, enquanto nossa ausência só não é maior porque traders holandeses compram no Brasil e revendem para a Rússia uma série de frutas, como manga e melão. Em matéria de marca, aí nossa presença é nula.
Nesta década que se inicia, uma tendência é nova explosão da conectividade, com a chegada à idade adulta e produtiva da primeira geração que cresceu com a Internet. Entre outras consequências, haverá revalorização das localidades, em meio a um mundo crescentemente globalizado.
Então, é hora de começarmos a vender no exterior não o mamão papaya brasileiro, mas de Linhares (ES); o melão de Mossoró (RN); a uva do Vale do São Francisco (BA); a maçã de Fraiburgo (SC); e assim por diante. A exemplo do que já há, em termos de marca e denominação de origem, com o café do Sul de Minas. Os europeus fazem isso com excelência, vender o local no mercado global. Um país enorme e diversificado como o Brasil pode ganhar muito fazendo isso, para complementar slogans como “frutas do Brasil” e “café do Brasil”, entre outros, que são heterogêneos demais para virarem denominação de origem e marca.
|
Comentários
São dados para vc se atualizar.
Use aquele artigo que lhe dei.
Seu Pai
Realmente é uma pena um país como o nosso, com o potencial que tem exportar apenas 1,5% da produção de frutas.
Sou diretor da Checkplant, empresa gaúcha que desenvolve soluções de rastreabilidade para o mercado de fruticultura e temos desenvolvido projetos no Vale do São Francisco desde 2004.
É impressionante o grau de tecnologia e detalhes que a produção de uvas e manga utiliza atualmente. Através de um código de barras e de qualquer computador conectado à internet, é possível recuperar todo o histórico de um cacho de uva, desde o plantio, produtos químicos utilizados, quais foram os funcionários que trabalharam naquele período, etc.
Diversos anos a uva do Brasil foi eleita uma das melhores do mundo e isso com certeza deve ser divulgado no mundo todo.
Espero que outros polos de fruticultura no Brasil comecem também a explorar estes mercados.
Abraço,
Alexandre