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O sul na estratégia de “saudabibilidade” da PepsiCo |
Utilizado na fabricação de salgadinhos da Elma Chips, óleo de girassol cultivado no Rio Grande do Sul tem 25% menos gordura saturada e sal que o tradicional
Por Ricardo Lacerda A região sul do Brasil tem participação ativa na chamada “estratégia de saudabilidade” da PepsiCo – dona de marcas como Pepsi e Elma Chips. Um dos primeiros passos para reduzir, até 2020, em 15% as gorduras saturadas de sua linha de salgadinhos foi dado no Rio Grande do Sul. Em 2007, a multinacional começou a cultivar o óleo de girassol Hoso (High Oleic Sunflower Oil – ou “óleo de girassol alto oleico”), menos gorduroso do que o tradicional de soja. O cultivo, que foi iniciado em cidades gaúchas como Guarani das Missões e Santo Ângelo, já se estendeu para o Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Newton Yorinori, diretor da divisão agrícola da PepsiCo, conta que quatro anos atrás a divisão brasileira da PepsiCo precisava importar 100% do produto da Argentina. Hoje, a realidade é outra. “Reduzimos a dependência das importações em 80% e ainda fomentamos a agricultura local”, garante. Nos três estados – recomendados pela Embrapa para o cultivo de girassol –, são cerca de 15 mil hectares plantados. “O programa é um dos maiores do Brasil, senão o maior, de óleo de girassol alto oleico”, afirma Yorinori.
Depois que o beneficiamento é feito pela indústria Giovelli, de Guarani das Missões, o óleo é levado às fábricas da Elma Chips no Brasil – entre elas, a de Curitiba (PR). Foi na capital paranaense, aliás, que teve início a fabricação dos salgadinhos Cheetos, Fandangos e a batata Ruffles com o óleo Hoso. Lançados em 2010 apenas no mercado do sul, os salgadinhos “mais saudáveis” deverão ganhar escala nacional a partir do ano que vem.
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