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Seu funcionário está mentindo? |
Policial civil desenvolve um curso com técnicas de entrevista para a detecção de mentiras
Verdade seja dita: mentir faz parte da rotina corporativa. Um estudo feito pela Universidade do Sul da Califórnia dá conta de que, a cada dia, as pessoas se deparam com cerca de 200 mentiras – isso sem contar épocas de eleições. Nas entrevistas de emprego não é diferente: a mentira rola solta em ambos os lados do balcão. Existem, inclusive, fóruns de discussão na internet em que os participantes compartilham as lorotas que contaram durante os processos seletivos.
Mas há quem esteja disposto a atacar esse problema. De verdade. Depois de passar por treinamentos na SWAT e no FBI, o policial civil Thompson Cardoso, 32 anos de profissão, desenvolveu um curso que promete ajudar gestores a detectar – e eliminar – as mentiras do local de trabalho. “Não existe uma receita de bolo para perceber que a pessoa conta inverdades. É necessária uma análise contextualizada”, relata o policial civil, que compartilhou com AMANHÃ alguns indicativos de quem está mentindo. Confira:
- Se o narrador relata um episódio que teve forte carga emocional, mas não se emociona, tome cuidado – é grande a chance de ele estar mentindo. - Descrições genéricas de lugares e contextos, sem detalhes específicos. - Preste atenção na coerência entre as linguagens verbal e gestual. Não há como descrever ter sido atacado por um cão feroz com as mãos nos bolsos. - A verdade é simples e objetiva: constantes correções, falta de linearidade e gagueira são indicadores de mentira. - Fugir do contato visual pode ser um indicador de mentira. - Se a resposta deveria ser “sim” ou “não” e vem acompanhada por uma explicação, desconfie.
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Comentários
Atenciosamente,
Maria luiza scatena
Mediadora e Trainer _ Teoria da Modificabilidad e Cognitiva Estrutural pelo ICELP
Parece que o sr Thompson Cardoso, ou o tradutor da notícia, desconhecem as diferenças entre hesitar e gaguejar. Para tal, recomendo a leitura da tese de doutorado que, além de caracterizar gagueira como um distúrbio de linguagem, a diferencia das hesitações normais encontradas nas falas das pessoas, sejam elas fluentes ou não. Ver em http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/21569/000730478.pdf?sequence=1
Dra Fga Anelise Junqueira Bohnen
CRFa 5587/RS
Diretora Educacional do Instituto Brasileiro de Fluência - IBF
www.gagueira.org.br
Em pessoas que gaguejam, as interrupções na fala são involuntárias e não podem ser interpretadas como "indicadores de mentira".
Sem fazer essa importante ressalva, o texto se torna preconceituoso.
Cordialmente,
Juvêncio Martins Amorim
Empresário
Se o policial civil Thompson Cardoso estivesse mais bem informado, saberia que a gagueira é um transtorno da fluência da fala, incluída na “Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde” da Organização Mundial da Saúde, sob o código F98.5.
Atenciosamente,
Sandra Merlo
Pessoa que gagueja
Fonoaudióloga (CRFa 11.749/SP)
Diretora científica do “Instituto Brasileiro de Fluência – IBF”