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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Muito além do Dia Mundial da Qualidade

Celebrado hoje, a data serve como ponto de reflexão sobre todos os (bons) resultados que o Brasil já obteve – e todos os desafios que ainda precisa vencer para se consolidar como um polo de excelência

Luiz Pierry*

O Dia Mundial da Qualidade, celebrado hoje, suscita comemoração e reflexão. Por aqui, sobretudo nas últimas duas décadas, cresceu a conscientização das organizações quanto à importância da revisão dos modelos de gestão. Sobrevivência no mercado, capacidade de inovar e de atender a sociedade com melhores serviços é o que motiva empresários e gestores públicos. O Brasil conta com entidades que muito se empenham em impulsionar estes esforços, como o MBC que acaba de completar dez anos.

No Rio Grande do Sul, o Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP) – criado em 1992 para disseminar os fundamentos da Excelência em Gestão e atuar na promoção da competitividade, para melhoria da qualidade de vida dos cidadãos – soma 1,3 milhão de pessoas envolvidas, adesão de 9,5 mil organizações, entre iniciativa privada, órgãos públicos e terceiro setor, e uma rede de 80 comitês. O PGQP, que também realiza anualmente o maior encontro mundial na área da Qualidade, é considerado referência internacional pela capacidade de mobilização.  Esses dados evidenciam a evolução gerencial que buscamos implementar, bem como as muitas empresas de classe mundial que atualmente o RS sedia.

O desafio de tornar o país mais eficiente tem sido exitoso. Recentemente, a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) divulgou uma pesquisa com resultados emblemáticos: as empresas que utilizam o Modelo de Excelência da Gestão (MEG) têm desempenho financeiro superior em faturamento e lucro, além de endividamento bancário inferior à média em seus segmentos. O levantamento revela, ainda, que as empresas do ramo comercial que utilizam o MEG registraram evolução de 102,6% nas vendas entre 2000 e 2010, enquanto as outras companhias do setor cresceram 74,9%.

No entanto, a caminhada pela melhoria da qualidade ainda é longa, pois a mudança de cultura requer anos de dedicação. No RS são quase 10 mil organizações comprometidas com a causa, por meio do PGQP, mas só o universo de empresas existentes ultrapassa a marca de 600 mil. Todavia, o cenário é positivo: há uma nova geração que busca resultados e inovações conectada com os valores que buscamos difundir, como a sustentabilidade dos negócios em esferas econômica, ambiental, social, cultural e política.

As conquistas são excelentes, mas um país rumo à liderança global precisa investir mais na qualidade da gestão. Somente empresários e gestores públicos bem preparados aproveitarão em todo o seu potencial este período favorável ao crescimento do Brasil.

*Coordenador executivo do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP)
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