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A equipe vai aumentar. E agora?

Mudanças de layout nos escritórios, geradas por alterações estratégicas, são cada vez mais comuns. Pois saiba que é possível evitar que o barulho e a sujeira atrapalhem a rotina

Atender ao telefone em meio ao barulho de furadeiras e batidas de martelo. Concentrar-se em uma simples tarefa, quando não param de circular pessoas ao redor. Tropeçar em caixas espalhadas pelo meio da sala. De uma hora para outra, o ambiente de trabalho virou um canteiro de obras. Mudanças de layout nos escritórios, geradas por alterações estratégicas, são cada vez mais comuns. Só que obras incomodam – e muito. Funcionários, clientes ou visitantes, ninguém fica a salvo da poeira e do ruído. Por isso, a flexibilidade virou uma palavra-chave. “A facilidade de adaptação de um ambiente às novas dinâmicas e processos tornou-se o item mais importante de um projeto. Afinal, o avanço tecnológico é permanente, criando problemas de infraestrutura”, observa Pedro Simch, curador do projeto O Escritório de AMANHÃ.

Móveis da Novara: design moderno e facilidade de adaptação ao ambiente  
Móveis da Novara: design moderno e facilidade de adaptação ao ambiente.  

Antigamente, para trocar um funcionário de lugar, era preciso arrastar os móveis pesados e levar os equipamentos para a nova posição. Mas e o cabeamento do telefone? E o computador? Provavelmente, um novelo de fios ficaria embaralhado por cima do piso, causando poluição visual e deixando aparelhos e pessoas expostos a riscos. Atualmente, o piso elevado (completado com o carpete em placas) é um dos principais agentes da mudança. “Nessa combinação, uma troca de layout pode ser feita em pouquíssimo tempo.


Basta o final de um dia, ou um fim de semana. E o que é melhor: sem sujeira, sem barulho e, principalmente, sem atrapalhar a rotina do escritório”, aponta Simch. “Além disso, as constantes inovações tecnológicas fazem com que cabos e fios mudem muito. Até pouco tempo não tínhamos internet e, hoje em dia, você já nem precisa de cabo para conectar um computador à rede”.

Os carpetes também evoluíram. Além de serem feitos em placas, são fabricados com estampas naturais – o que garante uma cor mais uniforme. “Se você montar, hoje, um escritório com carpetes Interface, e em dez anos precisar aumentá-lo, não será necessário trocar tudo. Novas placas podem ser encaixadas”, afirma André Araujo Santos, da Tradesign, revendedora exclusiva da Interface no Rio Grande do Sul.


A inspiração para o novo conceito em carpetes veio da natureza. “Além de facilitar, gera uma grande economia para o comprador e para o meio ambiente. Por exemplo: se você manchar um único pedaço do carpete, é possível trocar apenas aquele pedaço”, explica Felipe Araujo Santos, da Tradesign. Fundador da Interface, Ray Anderson é conhecido como um visionário da sustentabilidade. Além de reciclar seus produtos (e também os dos concorrentes), Anderson quer tornar a Interface a primeira empresa do mundo 100% sustentável até 2020. “Hoje, cerca de 70% dos produtos já são reciclados”, informa Santos.

 
Carpete da Interface: sistema de placas permite a troca de um único pedaço.


Quando não é possível elevar o piso – os mais baixos têm cerca de 7 centímetros, o que pode inviabilizar a medida –, a saída é o forro. “Seja pelo piso falso, seja pelo forro, o importante é ter espaço para passar os cabos e poder trocá-los de lugar”, define Erivelto Ávila, diretor da Elétrons, Comércio e Instalações Elétricas, empresa de Porto Alegre (RS) especializada em projetos elétricos.

MÓVEIS QUE AJUDAM

Os móveis também estão cada vez mais flexíveis. Leves e de fácil montagem, permitem que um leigo possa trocá-los de lugar sem a necessidade de devorar um manual de instruções. “Com uma chave de fenda, é possível montar e desmontar nossos produtos”, garante Rudimar Grillo, diretor da Novara. Referência em inovação, a empresa também é responsável por uma revolução em termos de mobiliário: a mesa “sem pé definido”. Feitos em MDF, estações e mesas da Novara são inteligentes. Podem ser utilizadas isoladamente, ou em conjunto. “A inovação é o nosso grande desafio. Temos, por norte, a criação de produtos que sejam de fácil utilização e manuseio”, avalia Grillo.


Amplas salas, sem divisórias, também facilitam a flexibilidade e evitam o sobe-e-derruba de paredes de alvenaria – que, além de não serem obras simples, geram ruído e sujeira. Quando necessário, entram as paredes dry wall (compostas por chapas de gesso, aparafusadas em estruturas de perfis de aço galvanizado), ou ainda divisórias de tecido. Além de evitar os transtornos, a flexibilidade impede um dispêndio-extra de dinheiro. Afinal, mudar móveis de lugar é muito mais econômico do que construir e desmanchar novas paredes.

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