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Comunicação sem fronteiras
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Mudanças de layout nos escritórios, geradas por alterações estratégicas, são cada vez mais comuns. Pois saiba que é possível evitar que o barulho e a sujeira atrapalhem a rotina Já dizia aquele famoso personagem popular: “Quem não se comunica, se trumbica”. Em uma empresa, então, o correto diálogo entre os funcionários é essencial para o sucesso organizacional. Muitas vezes, grandes problemas são causados por uma simples falha na comunicação – um e-mail que não chegou ao destino, um recado passado pela metade ou uma ligação encaminhada para a pessoa errada podem gerar mais dores de cabeça do que se imagina. Nesse sentido, a proximidade entre as pessoas e os setores pode ser um facilitador. Além de agilizar processos, pois a maioria deles envolve mais de um departamento, a falta de barreiras também facilita a integração entre os usuários e o aproveitamento da luz solar. “Um projeto que não prevê a funcionalidade do ambiente pode tornar o dia-a-dia de um escritório improdutivo”, afirma José Rocco, da Arquitetônica.
A medida também pode reduzir custos, pois minimiza o uso exagerado do telefone – ao invés de levantar o aparelho do gancho, basta falar com o colega. ALÉM DO STATUS Movimento parecido aconteceu na Gerdau. Lá, foi necessário fazer um trabalho para que os gerentes, até então proprietários exclusivos de uma sala, enxergassem os benefícios da tendência. “Em algumas companhias, a sala é considerada um sinal de status. O mesmo acontecia aqui. Mas vimos que o líder integrado ganha muito mais. A empresa teve coragem de propor a mudança, que foi muito bem-aceita no Brasil e em outras sedes ao redor do mundo”, conta Antonio Almeida Marques, diretor de Serviços Compartilhados da Gerdau, em Sapucaia do Sul (RS).
NÃO É SÓ UM ROSTINHO BONITO
As amplas e abertas salas também passaram a gerar uma melhor ocupação do espaço – a chamada densidade demográfica do escritório. Especialistas consideram 4 ou 5 metros quadrados uma boa média. Mas, se forem levadas em conta as salas de reuniões e as áreas de circulação, o número aumenta para 8 ou 9 metros quadrados. “A nossa metragem está muito bem-ocupada, e essa é uma questão importantíssima. O metro quadrado acaba sendo pago na conta final. Se tenho uma ocupação que não é a mais racional, estou onerando o cliente”, lembra Marques.
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