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Comunicação sem fronteiras

Mudanças de layout nos escritórios, geradas por alterações estratégicas, são cada vez mais comuns. Pois saiba que é possível evitar que o barulho e a sujeira atrapalhem a rotina

Já dizia aquele famoso personagem popular: “Quem não se comunica, se trumbica”. Em uma empresa, então, o correto diálogo entre os funcionários é essencial para o sucesso organizacional. Muitas vezes, grandes problemas são causados por uma simples falha na comunicação – um e-mail que não chegou ao destino, um recado passado pela metade ou uma ligação encaminhada para a pessoa errada podem gerar mais dores de cabeça do que se imagina. Nesse sentido, a proximidade entre as pessoas e os setores pode ser um facilitador. Além de agilizar processos, pois a maioria deles envolve mais de um departamento, a falta de barreiras também facilita a integração entre os usuários e o aproveitamento da luz solar. “Um projeto que não prevê a funcionalidade do ambiente pode tornar o dia-a-dia de um escritório improdutivo”, afirma José Rocco, da Arquitetônica.


A Vonpar, franqueada da Coca-Cola e distribuidora da Femsa para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, é do time que integra ambientes e pessoas. Depois de adquirir a Wallerius, a Mu-Mu e a Neugebauer, e criar a divisão alimentícia do grupo, a Vonpar passou por uma natural reestruturação estratégica – que incluía, dentre outras ações, erguer uma nova sede para a divisão de refrescos. Antes mesmo da construção do novo prédio, as barreiras foram todas derrubadas. Atualmente, a diretoria é um amplo salão, no qual nenhum diretor possui uma sala própria. “As únicas salas fechadas são as de reuniões. Mas basta levantarmos a cabeça que fazemos uma reunião”, sorri Luis Wintter, gerente de Instalações Industriais da Vonpar Bebidas. Na nova sede, obviamente, o conceito será o mesmo.

 
Móveis da Novara: design moderno e facilidade de adaptação ao ambiente.  

A medida também pode reduzir custos, pois minimiza o uso exagerado do telefone – ao invés de levantar o aparelho do gancho, basta falar com o colega.

ALÉM DO STATUS

Movimento parecido aconteceu na Gerdau. Lá, foi necessário fazer um trabalho para que os gerentes, até então proprietários exclusivos de uma sala, enxergassem os benefícios da tendência. “Em algumas companhias, a sala é considerada um sinal de status. O mesmo acontecia aqui. Mas vimos que o líder integrado ganha muito mais. A empresa teve coragem de propor a mudança, que foi muito bem-aceita no Brasil e em outras sedes ao redor do mundo”, conta Antonio Almeida Marques, diretor de Serviços Compartilhados da Gerdau, em Sapucaia do Sul (RS).

 

 

NÃO É SÓ UM ROSTINHO BONITO

Divisória de MDF e fórmica-lousa, da Tradesign: com ela, a parede vira um bloco de anotações.
Divisória de MDF e fórmica-lousa, da Tradesign: com ela, a parede vira um bloco de anotações.

As amplas e abertas salas também passaram a gerar uma melhor ocupação do espaço – a chamada densidade demográfica do escritório. Especialistas consideram 4 ou 5 metros quadrados uma boa média. Mas, se forem levadas em conta as salas de reuniões e as áreas de circulação, o número aumenta para 8 ou 9 metros quadrados. “A nossa metragem está muito bem-ocupada, e essa é uma questão importantíssima. O metro quadrado acaba sendo pago na conta final. Se tenho uma ocupação que não é a mais racional, estou onerando o cliente”, lembra Marques.

Em tempos de integração de pessoas e setores, paredes e divisórias estão fora de moda. Por que, então, não torná-las mais atraentes e funcionais? Foi o que fez a Tradesign. Criativa, a empresa desenvolveu uma divisória exclusiva, feita de MDF e revestida com fórmica-lousa (mesmo material utilizado nos quadros-brancos profissionais) que, além de separar ambientes que precisam ser separados, ainda funciona como um mural de anotações. “O produto tem sido muito utilizado em salas de reuniões, onde os participantes podem fazer apresentações; em salas para executivos, que podem, com a divisória, anotar suas ideias; e em escritórios que trabalham com o conceito da criatividade, como agências de publicidade”, enumera Felipe Araujo Santos, da Tradesign. Se a boa ideia não avisa quando irá chegar, é sempre bom ter onde anotar.

 

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