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Banco de Desenvolvimento russo faz estudo comparativo das maiores instituições de fomento do mundo O Banco Estatal Russo de Desenvolvimento Econômico e Negócios Internacionais (“VneshEconomBank” ou “VEB”) decidiu se avaliar em comparação com seus pares em outros países. No mundo, há cerca de 750 instituições de fomento, entre bancos, agências, fundos e corporações. A comparação limitou-se aos maiores e referiu-se aos anos de 2007 e 2008.
Por valor de ativos, os dez maiores bancos de desenvolvimento, todos com mais de US$ 30 bilhões, pertencem a: China, Alemanha, Coréia do Sul, Brasil (BNDES), Japão (tem dois bancos na lista), Espanha, Índia, França e Rússia (VEB). Em 2008, o VEB estava em décimo lugar em ativos, com valor dez vezes menor do que seu homólogo chinês (US$ 559,6 bilhões), mas, no período pós-crise financeira, aumentou significativamente sua participação na economia russa e já possui ativos de cerca de US$ 200 bilhões.
Para se ter uma idéia dessa “reestatização”, em 2007 os ativos do VEB correspondiam a 1,31% do PIB russo; em 2008, 3,12%; em 2009, 4,16%. Esse processo começou, na verdade, antes da crise financeira, mas parece ter se acelerado em função da mesma.
Em rentabilidade dos ativos, em 2008, o BNDES ocupou o primeiro lugar, o chinês ficou em segundo e o VEB em sétimo. Em rentabilidade do capital, o primeiro lugar também foi do BNDES, o segundo do Banco Indiano de Desenvolvimento Industrial, enquanto o VEB ficou em sétimo. Em grau de liquidez dos ativos, também o BNDES ficou em primeiro, o chinês em segundo e o russo em sétimo.
O BNDES não aparece entre os três primeiros em valor total de ativos (chinês em primeiro), capital próprio (chinês em primeiro), valor do portfólio de créditos (alemão em primeiro; isto em 2008, talvez agora em 2010, com a recente superexpansão de crédito do BNDE,S o ranking mude) e ativos totais como percentual do PIB (coreano em primeiro).
Na Rússia, além do VEB, há outros dois grandes bancos estatais: Cberbank (no estilo da Caixa Econômica) e VTB (na linha do Banco do Brasil). Todos eles buscaram ativamente prover liquidez durante a crise de crédito, mas não impediram que a economia russa encolhesse quase 8% em 2009. No Brasil, a trinca BB-CEF-BNDES conseguiu suprir o crédito necessário para que a economia não parasse no auge da crise.
Particularmente impressionante é a rentabilidade e a qualidade dos ativos do BNDES, o que demonstra ser uma instituição bem administrada tendo em vista os padrões mundiais. A fonte de informação que nos permite concluir isso é um estudo do VEB.
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