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Por que a geração Y é tão exigente |
Nascidos em meio a um boom tecnológico, os jovens de hoje cresceram sob mimos dos pais. Talvez seja por isso que eles fazem tanta questão de altos salários, bonificações e premiações

A geração Y, formada por jovens com idade 18 e 30 anos, veio com tudo para o mercado de trabalho. As empresas têm se modificado cada vez mais com a irreverência dessas pessoas. Não é à toa que as organizações estão ainda mais dinâmicas e ousadas, pois é exatamente o espírito que esses novos profissionais vêm imprimindo nos últimos anos. Todo esse vigor se deve a um fator que salta aos olhos: eles nasceram em meio a um boom tecnológico. Junto deles veio o acesso a computadores, o fortalecimento da mídia televisiva e a facilidade dos celulares, coisa que seus pais não tiveram tão cedo. Já seus pais acabaram dotados de grande vontade de prover aos filhos aquilo que não puderam ter quando crianças. Isso fez com que a geração Y recebesse, ao longo de sua infância, uma infinidade de presentes e mimos. Talvez seja por isso que essa geração faz tanta questão de salários altos e, principalmente, de premiações e bonificações agregadas ao rendimento.
Algumas características fazem com que essa geração seja facilmente identificada. Um exemplo evidente é a superdependência de aparelhos de comunicação rápida, como o celular e o computador. Aliás, exatamente por serem sedentos de novidades é que uma de suas características mais admiradas pelos experientes é a alta capacidade inovadora que possuem: estão sempre em busca de criar algo novo, que ninguém ainda viu. No entanto, diante de tanta energia, me preocupo com a maneira com que as empresas se preparam para receber esses novos profissionais. Sim, as organizações precisam se preparar para a explosão de novas ideias e para o novo ritmo que essa turma traz consigo. Os gestores devem se abrir para o novo. Quanto mais conservadores eles forem, menos conseguirão se adaptar e conquistar seus novos funcionários. Estar aberto significa não só entendê-los, mas sim ouvi-los, interpretá-los e, principalmente, implementar suas ideias – claro, se forem realmente boas.
Essa turma também tem pressa. Por estarem extremamente concentrados no desenvolvimento de suas carreiras, eles não são tão fieis às organizações. Ao passo que recebem ofertas de trabalho que impulsionarão suas carreiras, não há porque (na cabeça altamente dinâmica deles) continuarem numa empresa que não oferece um crescimento tão rápido. Por isso, para segurar os talentos jovens na organização, é preciso saber lidar com essa ansiedade. Planejamentos de carreira por parte das empresas são extremamente importantes, desde que mantenham coerência com o que estes jovens projetam em seus planos profissionais. Só assim o jovem vai se sentir tentado a continuar nesta organização.
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Analista T.I. e Processos