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terça-feira, 06 de setembro de 2011
Você ama a empresa em que trabalha?

Oferecer somente um salário, seja ele bom ou ruim não é tudo. Para ser atraente, primeiro uma empresa precisa querer ser atraente e, para isso, é claro, deve por a mão no bolso

blog_padrao_bernt

O que faz uma empresa ser grande? O porte, sua participação no mercado, o salário compatível com outras empresas do ramo, as condições de trabalho, os diferenciais que proporcionam o bem estar e satisfação aos colaboradores? Tudo isso. Fazer da empresa um sonho profissional é um desafio e tanto.

reuniao-trab-feliz-350Costumo brincar que não existe empresa perfeita. Há grandes empresas que deixam a desejar no clima organizacional e condições de trabalho favoráveis, outras bem menores que conseguem proporcionar um ambiente agradabilíssimo, e as grandes que sabem investir o dinheiro no bem estar do funcionário.

E qual a importância em investir no bem estar das pessoas que ali trabalham? Fazer seus olhos brilharem ao você falar da empresa, sentir orgulho da empresa, vestir a camisa dela. Isso faz os colaboradores desejarem profundamente fazer a empresa prosperar e dar o máximo de si no trabalho.

Cabe aos gestores, diretores e ao RH planejar e proporcionar estas boas condições de trabalho. Estão inclusos programas de desenvolvimento, salários compatíveis aos cargos, bonificações e benefícios atraentes – e isso é algo que a maioria das empresas pode fazer por seus colaboradores.

Porém, infelizmente, a realidade é muito diferente. Grande parte das corporações que conheço está tão preocupada em pagar suas contas no fim do mês, que mal pensam nas necessidades de seus funcionários. Muitas não se preocupam em proporcionar subsídios para que seus colaboradores se especializem, ou não pensam na importância de desafiá-los, acrescentando funções a seus trabalhos e, consequentemente, agregando valor e aumentando seus salários de tempos em tempos. Sem contar nos famosos PRL’s (Participações nos Resultados e Lucros), que dão um gás naqueles que contribuem ano após ano para os resultados da empresa. Aliás, convenhamos, não é só a recompensa financeira que conquista um profissional. Há todo um contexto, desde a mesa mais confortável para trabalhar, até a forma com que os líderes se reportam a suas equipes.

Essas empresas consideradas as melhores para trabalhar não se preocupam apenas com a remuneração de seus funcionários. Pelo contrário, sua preocupação abrange situações que vão muito além do holerite puro e simplesmente. São empresas que pensam o tempo todo no bem-estar de seus funcionários, afinal, colaborador satisfeito é sinônimo de trabalho bem feito e bons resultados para a empresa. Normalmente se preocupam com transporte confortável, café da manhã e da tarde, almoço, ginástica laboral e espaços destinados a um breve descanso. Sem contar, é claro, de estações de trabalho ergonômicas, com equipamentos de última geração que propiciam um trabalho bem feito. Afinal, como exigir, por exemplo, um relatório em uma hora, se o computador que a empresa oferece a seu funcionário parece ter sido fabricado na idade da pedra e demora horas para salvar um documento?

Oferecer somente um salário, seja ele bom ou ruim não é tudo. Para ser atraente, primeiro uma empresa precisa querer ser atraente e, para isso, é claro, deve por a mão no bolso, investimento no que mais diz respeito sobre o sucesso ou fracasso de uma empresa: as pessoas que nela trabalham.
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Comentários 

 
#2 2011-09-08 11:42
Sentir que faz parte de um sonho, de um objetivo maior e que é devidamente valorizado por isso faz toda diferença. Saber que é importante. E, como sabemos, valor vai muito além do preço pago ao final do mês pelas horas de trabalho de cada colaborador. Conhecemos as dificuldades de algumas empresa, sobretudo as pequenas e médias, em entender que investimentos nos colaboradores retornam resultados de longo prazo para a organização. Ainda prevalece para alguns diretores a ideia que depois de investir no funcionário e ele ficar "bom" ele irá trabalhar para a concorrência. Recordo-me de um palestrante em um seminário que participei há alguns meses. Sobre o assunto ele dizia: "É melhor investir no colaborador e correr o risco de perdê-lo para o concorrente, do que não investir e tê-lo sempre trabalhando para você!"
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#1 2011-09-07 01:13
Muito bom artigo Iria mais além e afirmaria que as pessoas passam a gostar da empresa na mesma medida em que sentem que a empresa gosta delas, e se preocupa com elas. A grande diferença, e que as pessoas percebem e valorizam, está em perceber que a empresa oferece o café da manhã, o lanche da tarde, o transporte confortável e a ginástica laboral etc., não apenas como um diferencial competitivo, mas porque verdadeiramente tem a atitude de valorizar suas pessoas e fazê-las se sentir tão bem, ou até mesmo melhor, na empresa do que em suas próprias casas. Esta atitude leva o funcionário a desenvolver respeito, admiração e uma atitude de retribuição sincera e verdadeira. De certa forma, passa agir com senso de pertencer a algo maior e bom, e passa a agir com responsabilidad e também maior, como se fosse um pouco dono da empresa. Mais do que tecnologia, capital, e tamanho e estratégia, a diferença que faz a diferença está nas pessoas.
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