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Para voltar a pensar grande

Mesmo em um ano de ventos fracos na economia, as 500 MAIORES DO SUL conseguiram resultados animadores em 2017 e se mostram preparadas para um novo tempo de expansão dos negócios

Um pequeno impulso, o crescimento de 1% do PIB em 2017, foi o suficiente para as maiores empresas da região Sul demonstrarem sua capacidade de resposta a qualquer melhora no ambiente econômico, após o exercício de sobrevivência a que se submeteram durante a pesada recessão que fulminou o país nos dois anos anteriores. O pelotão das 500 MAIORES DO SUL alcançou, em 2017, um total de R$ 537,5 bilhões em faturamento – o maior valor desde 2014, e 4,1% acima do montante que haviam faturado em 2016. Mas essa é apenas uma das boas notícias trazidas pelo ranking de AMANHÃ e PwC. No mesmo ano, o patrimônio das 500 cresceu 7,7%, para R$ 305,8 bilhões, como reflexo da onda azul que envolveu os balanços. A soma dos lucros líquidos chegou a R$ 36,8 bilhões, 9,5% mais do que em 2016. Os bons resultados foram puxados pelas empresas do ramo de energia elétrica, como a Itaipu Binacional, com R$ 3,8 bilhões; a Engie, que lucrou R$ 2,6 bilhões e a Copel, que amealhou R$ 1,1 bilhão. Os bancos também ajudaram a turbinar os números: Sicredi (lucro de R$ 2,6 bilhões), Banco Sistema, ex-Bamerindus, com ganho líquido de R$ 1,5 bilhão, e Banrisul , que lucrou R$ 1 bilhão em 2017. Na ótica inversa, a que contempla os prejuízos, o cenário também se mostrou alentador. Quando se busca, na lista das 500, aquelas companhias que fecharam 2017 em déficit, percebe-se que elas perderam R$ 4,4 bilhões. Não é pouco, mas é significativamente menos que as perdas de 2016, que haviam chegado a R$ 10,5 bilhões. Aliás, nesta edição de 500 MAIORES DO SUL a maré vermelha atinge 75 empresas. No ranking anterior, com base em balanços de 2016, a soma das empresas com prejuízo havia sido bem maior: 109.

Gangorra estadual

Nesta edição de 500 MAIORES DO SUL, o Rio Grande do Sul detém o maior número de empresas. São 196 gaúchas (dez a mais do que na edição passada), ante 183 do Paraná, estado que aparece com duas representantes a menos em relação à listagem anterior. Quem mais perdeu representatividade foi Santa Catarina, que classificou 121 companhias entre as 500, oito a menos que o último ranking. Entre as ilustres ausências catarinenses estão a Rede Berlanda, a Círculo, a H. Carlos Schneider (companhia que controla a Ciser), a Unicred SC, a Univali e o Grupo Tigre que, neste ano, optou por não tornar públicas suas demonstrações financeiras do exercício de 2017. E quem ajudou a reforçar o poderio gaúcho na lista foi o retorno de empresas como Getnet, a rede de supermercados Zaffari e a Vonpar Refrescos, que voltaram a fornecer balanço. Arauco do Brasil e a Cooperativa Lar estão entre as perdas paranaenses no ranking.

As gaúchas exibem a maior soma de receitas e, também, de patrimônios. Consequentemente, são líderes também em Valor Ponderado de Grandeza. O VPG, principal critério de classificação desde 1991, quando foi desenvolvido por PwC e AMANHÃ exclusivamente para o ranking, reflete uma ponderação entre os principais números de um balanço: patrimônio (com peso de 50%), receita (40%) e lucro líquido (10%). Já as paranaenses levam vantagem na soma dos lucros: R$ 16,2 bilhões, o que significa R$ 3,5 bilhões a mais do que as gaúchas e um pouco mais que o dobro das empresas de Santa Catarina (R$ 7,9 bilhões). Os menores prejuízos também pertencem às paranaenses. Suas companhias deficitárias acumularam perdas de R$ 900 milhões, enquanto as gaúchas na mesma situação queimaram quase R$ 2 bilhões. Entre um extremo e outro, figuram as catarinenses, com prejuízos da ordem de R$ 1,6 bilhão. Mas é preciso considerar que, deste total, R$ 1,1 bilhão se refere às perdas de uma única empresa, a BRF. Ainda sobre o desempenho das catarinenses, despontam três evidências positivas. Elas exibem o menor nível de endividamento entre as empresas da região Sul, apresentam a maior margem de rentabilidade sobre a receita e, ainda, o maior índice de liquidez, indicador que aponta o montante de dinheiro disponível em caixa para fazer frente aos compromissos de curto prazo.

Perspectivas

Para o ranking do próximo ano, que terá por base os balanços de 2018, novas alterações podem ocorrer nas posições relativas dos três estados do Sul. Há sempre um duelo particular entre as duas maiores economias da região – Rio Grande do Sul e Paraná –, mas os vizinhos grandalhões são tradicionalmente desafiados por Santa Catarina nos indicadores que refletem desempenho e não tamanho.

O ambiente econômico em Santa Catarina autoriza boas expectativas. A indústria de transformação catarinense se recupera e exibe o melhor desempenho no Sul, favorecida pela retomada do comércio, do setor automotivo e de segmentos ligados ao comércio exterior. Em junho de 2018, o setor de metalurgia mostrou um salto de 29,7% em relação à produção de 12 meses anteriores. Na mesma base de comparação, o setor automotivo do estado cresceu 12,4%. Entre abril e junho, a receita da fundição Tupy, de Joinville, atingiu R$ 1,2 bilhão, maior valor trimestral da história. O salto se deve, em parte, ao reaquecimento do mercado internacional, uma vez que 79,6% das vendas, em volume, são destinadas à exportação. “Nesse segundo semestre, Santa Catarina precisará uma vez mais mostrar sua resiliência e capacidade de superar crises para continuar a crescer”, diagnostica o economista Paulo Zoldan.

O Paraná também avança. Segundo a Pesquisa Industrial Anual (PIA) do IBGE, a indústria de transformação do estado se tornou a terceira maior do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais e ultrapassando Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. O Valor da Transformação Industrial (VTI) do Paraná atingiu R$ 78,9 bilhões em 2016 (último dado disponível), representando 8,1% do VTI do Brasil – no ano anterior, o percentual paranaense era de 7,9% . “É interessante observar que, embora seja amplamente conhecido pela produção agrícola, o Paraná ficou à frente de estados importantes no âmbito da indústria de transformação. Isso demonstra a diversificação econômica do estado, que, sem dúvida, amplia as possibilidades de desenvolvimento”, assinalou o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes) em uma de suas análises econômicas. O Paraná abriga a segunda maior indústria de alimentos do país. Em 2016, o VTI do setor atingiu R$ 24 bilhões, o que correspondeu a 11,6% do total nacional, abaixo apenas da participação de São Paulo (33,2%). A indústria automotiva paranaense respondeu por 14,4% da renda nacional do setor, também na segunda colocação do país. No caso da indústria madeireira, ninguém passa à frente do Paraná. O valor de transformação industrial dos paranaenses nesta atividade é de R$ 3,2 bilhões, equivalente a 30,6% do valor agregado pelo segmento em âmbito nacional.

As maiores dificuldades se concentram no Rio Grande do Sul. Os dados mais recentes dão conta que o PIB do estado teve uma queda de 0,8% no primeiro trimestre de 2018, determinada pela agropecuária, que teve uma retração de 8,5%. No decorrer do ano, as estatísticas de produção da indústria foram sinalizando uma reação. Divulgado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), o Índice de Desempenho Industrial (IDI), que serve de termômetro para a atividade do setor, cresceu 0,5% em agosto. No acumulado dos oito meses, o IDI avançou 2,6% ante o mesmo período de 2017. “Superados os efeitos transitórios da crise dos transportes, a atividade do setor voltou à tendência de recuperação anterior. Esse processo, entretanto, segue lento e volátil, na esteira do ritmo fraco da demanda doméstica, estimulada, por um lado, pela redução dos juros e da inflação e pela melhora do emprego e da confiança industrial, mas limitada, por outro lado, principalmente pela incerteza política, além do setor externo, que ficou ainda mais desfavorável com o agravamento da crise argentina e a volatilidade cambial, e do tabelamento do frete”, contextualiza o informe econômico da entidade. Pelo andar da carruagem, as companhias gaúchas terão de fazer um esforço redobrado para manter a supremacia nos principais indicadores da próxima edição de 500 MAIORES DO SUL.