Muitos grãos a celebrar

colheitadeira-350Abril foi movimentado para a Bunge. Primeiro, porque foi o mês em que a empresa anunciou a intenção de investir R$ 500 milhões na construção de uma nova unidade processadora de farinha de trigo em Duque de Caxias (RJ). A planta, que terá capacidade para moer mais de 600 mil toneladas por ano, deve começar a operar a partir de 2015. Segundo, porque a empresa inaugurou, também em abril, em Barcarena (PA), o Terminal Portuário Fronteira Norte (Terfron). Com um aporte de R$ 700 milhões, o complexo portuário é considerado fundamental para o desenvolvimento de uma rota de exportação de grãos da empresa pela região norte.

Esforços na melhoria da infraestrutura de transportes do país, como os que vêm sendo empreendidos pela Bunge, são mais do que necessários, diz Daniel Amaral, gerente de economia da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). “Trata-se de algo que consome muita energia das empresas, mas investir em logística é investir no futuro”, destaca. Nesse contexto, a Bunge vem cuidando bem de seu futuro. Hoje, metade dos ativos operacionais da companhia no mundo estão em território brasileiro. “Trata-se de um país que tem a oportunidade de se posicionar para atender à demanda crescente do planeta por alimentos e bioenergia”, justifica Martus Tavares, vice-presidente de Assuntos Corporativos da Bunge Brasil.

A partir da sede em Gaspar (SC), a subsidiária brasileira da Bunge se projeta como uma das turbinas do agronegócio nacional. E, com o bom momento do setor, a empresa colheu resultados auspiciosos em 2013. Enquanto a receita bruta cresceu 26,2%, chegando a R$ 33,1 bilhões, o lucro líquido fechou em R$ 390 milhões – números que ajudaram a consolidar a empresa na terceira posição do ranking 500 MAIORES DO SUL.

Para Tavares, o desempenho reflete fatores como a conquista de boas margens no processamento de oleaginosas e a força das demandas internas e externas. “Mais uma vez, soubemos aproveitar as oportunidades que o mercado ofereceu, com resultados que superaram as nossas expectativas”, diz ele. Em 2013, a Bunge também registrou um novo recorde nas exportações de grãos, com US$ 7,2 bilhões em embarques – a maior marca do agronegócio brasileiro e a terceira maior do país.