Coisas de home center

Balaroti-350Com raízes em Curitiba, a rede de materiais de construção Balaroti vem se destacando com dois diferenciais. O primeiro deles é o crescimento consistente – as vendas totais chegaram a R$ 515 milhões em 2013 , uma alta de pouco mais de 11% em relação ao ano anterior, conforme o ranking 500 MAIORES DO SUL. O segundo, e talvez mais importante, é a proposta de relacionamento com o consumidor, que se baseia na diferenciação e na customização da experiência de loja.

“Tratar todo cliente de modo igual é um erro”, sentencia Eduardo Ballarotti, diretor de marketing e vendas e filho de um dos fundadores da rede. “Cada cidade tem uma cultura. É preciso entendê-la e saber se comunicar com ela”, defende. Essa filosofia se traduz em importantes diferenciais mercadológicos. As 21 unidades da Balaroti não se posicionam como simples lojas de materiais de construção – desde 2000, se apresentam como home centers, com mais de 5 mil produtos. Em cada uma delas, o cliente é recebido com pequenos mimos que ajudam a enriquecer a experiência de compra. Exemplo disso são as cafeterias e os espaços temáticos para crianças e jovens – chamados de BalaBaby e BalaTeen. Outro item relevante é a informatização do sistema de atendimento, com vendedores munidos de palm tops, que aceleram a finalização das compras e otimizam a pesquisa por estoque. “Não somos um home center só de prateleiras. Nosso objetivo é, cada vez mais, evoluir em serviços e experiência”, garante Eduardo.

Inovação no atendimento e portfólio diversificado são, mesmo, o caminho das pedras do segmento. Quem garante é Walter Cover, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). “Portfólios mais abrangentes conseguem sustentar bons resultados. Já as inovações são fundamentais para a diferenciação num setor cada vez mais competitivo”, explica ele.

Competição esta que também se estende à disputa por talentos. Nesse quesito, a Balaroti adotou a premissa de formar seus valores em casa – e, para tanto, criou a Universidade Balaroti, uma escola corporativa voltada à capacitação de profissionais. “Não contratamos para cargos gerenciais. As pessoas evoluem e assumem essas funções. Isso gera credibilidade”, afirma Eduado Ballarotti. Por isso, o  engajamento é um atributo-chave na empresa. “Só assim podemos superar crises e continuar crescendo”, diz ele.