Para que o campo possa colher bons balanços

Equipe PWC 2017 © 2017No escuro túnel de recessão pelo qual o Brasil passou, o agronegócio ajudou a economia a encontrar a saída. Prova disso é que o PIB do setor agropecuário cresceu 14,9% no segundo trimestre deste ano, em comparação com igual período de 2016. Uma ótima notícia para o campo e, particularmente, para a região Sul. No ano passado, a região Sul foi a que mais contribuiu para o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária, com cerca de 29% de participação. A PwC sustenta que os produtores rurais, em tempos de agricultura 4.0, têm margem para melhorar muito seus padrões de gestão e colher balanços ainda mais pujantes.

Dada a importância da cadeia agroindustrial para o Sul, a PwC decidiu fortalecer a ênfase na oferta de serviços de consultoria para aperfeiçoar processos, melhorar o desempenho e alavancar resultados nos mais diferentes setores do agronegócio do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. “Temos equipes multidisciplinares preparadas para auxiliar nos pilares de auditoria, consultoria tributária e societária e de negócios, além de gestão de riscos e processos”, destaca Carlos Peres, sócio líder da PwC para a região Sul. O agronegócio tem grande representatividade do Paraná para baixo: cerca de 36% do faturamento das 500 MAIORES DO SUL, por exemplo, é proveniente de empresas ligadas de algum modo ao campo. No mesmo ranking, elaborado por AMANHÃ e PwC, existem 27 cooperativas dos setores de grãos, lácteos e carnes. Juntas, elas representam mais de um terço da receita das companhias do agronegócio da região. No Sul, a PwC audita cinco cooperativas, além de outras empresas cujos carros-chefes são fumo, açúcar e fertilizantes.

Para apoiar as quatro unidades do Sul (Curitiba, Maringá, Florianópolis e Porto Alegre), a PwC conta com o Centro de Excelência em Agronegócio, localizado em Ribeirão Preto e fundado há mais de 40 anos. O Centro de Excelência em Agronegócio possui um departamento de inteligência de mercado em Agribusiness que reúne agrônomos, zootecnistas e economistas, entre outras especialidades. O grupo acompanha as principais tendências do setor, além de elaborar estudos, ministrar treinamentos e apoiar as equipes locais na identificação de oportunidades nos vários segmentos do agronegócio. Em cada um dos escritórios regionais, a PwC também tem profissionais designados para atender empresas ligadas ao agronegócio. Eles se responsabilizam por áreas como a tributária, por exemplo, pois o setor agrícola tem algumas especificidades.

Na visão de Adriano Machado, sócio da PwC Brasil e responsável em agronegócio para a regional Sul, existe consciência dos empresários do Agribusiness com relação a buscar maior eficiência e produtividade no campo. Afinal, os preços das commodities agrícolas não podem ser controlados e as margens de lucro estão sob constante pressão. Com isso, controlar os gastos e buscar eficiência operacional acabam se tornando o maior desafio do setor. “Isso passa por governança e gestão, incluindo revisão de processos e controles internos, o que envolve inclusive trabalhar em conjunto com fornecedores na cadeia de suprimentos para que ela seja eficiente. Também há necessidade de fazer aportes na produção, com automatização de processos agroindustriais”, aponta Machado.

A busca por maior eficiência no universo do agro será questão de sobrevivência. Até pelo fato de que em 2050, com uma população de 9,3 bilhões de pessoas, o mundo precisará de uma quantidade 50% maior de alimentos, de acordo com estimativas da FAO. O Brasil é um dos países que pode responder a esse aumento da demanda por alimentos, tanto com a recuperação de áreas e pastagens degradadas como com o aumento de produtividade e adoção de tecnologia no campo. E nunca ela se mostrou tão essencial para vencer o desafio de alimentar o planeta. “Drones já podem auxiliar no mapeamento de áreas cultiváveis enquanto outros equipamentos conectados à Internet das Coisas poderão coletar dados em tempo real e ajudar no aumento da produtividade”, exemplifica Machado.