Como é feito o ranking das 500 MAIORES DO SUL

Foco no balanço
Por uma questão de credibilidade, todas as informações trazidas pelo ranking das 500 MAIORES DO SUL são extraídas: os balanços financeiros das empresas listadas e publicados em jornal . São examinadas tanto demonstrações contábeis de grupos quanto de empresas individuais.

Regionalização
500 MAIORES DO SUL é um ranking empresarial que tem foco na região Sul. O critério de classificação é um indicador exclusivo conhecido como Valor Ponderado de Grandeza (ver a seção “Entenda os Números”).

Comparabilidade
Nos rankings estaduais, três indicadores comparam o desempenho das empresas e sua classificação entre 2015 e 2016. São eles: Valor Ponderado de Grandeza (VPG), Receita Líquida, Patrimônio Líquido e Lucro ou Prejuízo. Para isso, foram utilizados os dados comparativos dos dois últimos exercícios constantes nos balanços de 2016, divulgados em 2017.

Fórmulas e índices
As tabelas de 500 MAIORES DO SUL resultam da aplicação de fórmulas. Alguns esclarecimentos e ressalvas:

Rentabilidade sobre a receita – Índice que compara o resultado da empresa em relação a sua principal atividade operacional.

Crescimento da receita – O indicador não é calculado para empresas ou grupos que publicaram balanços referentes a períodos inferiores a 12 meses, que iniciaram suas atividades em 2016 ou que não estiveram em plena operação em 2016.

Não controladores – A participação dos não controladores é considerada no total do Patrimônio Líquido. Para determinar o Lucro Líquido, considera-se o resultado antes da participação dos não controladores. O objetivo é apontar o patrimônio e o resultado que reflitam melhor o desempenho do grupo como um todo.

Holdings – O ranking das 500 MAIORES DO SUL não inclui empresas holdings cujo resultado esteja baseado fundamentalmente em receita/despesa de equivalência patrimonial. Admite-se, como exceção, a inclusão no ranking de uma holding desde que ela seja a única representante de um grupo ou conglomerado de empresas.

Critérios setoriais
As tabelas de 500 MAIORES DO SUL trazem empresas de variados setores, que utilizam dados diferenciados em seus balanços. Para a classificação, foram adotados os seguintes critérios comparativos:

Bancos – Considera-se Receita Líquida o total da receita de intermediação financeira do período em análise.

Seguradoras – Considera-se Receita Líquida o total de prêmios ganhos no período em análise.

Cooperativas – Na determinação do Lucro Líquido, não se consideram as destinações legais e estatutárias.

Fundações/Previdência – O ativo circulante é obtido pela soma dos ativos disponível e realizável. O passivo circulante corresponde ao passivo operacional. O passivo exigível em longo prazo considera o passivo contingencial. O Patrimônio Líquido é dado pela soma dos saldos de reservas matemáticas, resultado acumulado e fundos. A Receita Bruta considera apenas as receitas do programa previdencial. O Lucro/Prejuízo Líquido é igual ao resultado do exercício do programa previdencial.

CONCEITOS

ENTENDA OS NÚMEROS
AMANHÃ e PwC avaliam diversos indicadores de desempenho financeiro das empresas que figuram em 500 MAIORES DO SUL. Saiba quais são eles

VALOR PONDERADO DE GRANDEZA (VPG)
Resultado da soma, com pesos específicos, de três componentes do balanço patrimonial e demonstrações de resultados: Patrimônio Líquido (peso de 50%), Receita Líquida (40%) e resultado – Lucro ou Prejuízo Líquido (10%).

PATRIMÔNIO LÍQUIDO
É formado pelos recursos pertencentes aos acionistas ou sócios. Composto por capital social, ajuste de avaliação patrimonial, reservas de lucros, reservas de capital, reservas de reavaliação e prejuízos acumulados (quando for aplicável).

RECEITA LÍQUIDA
É a Receita Bruta menos os abatimentos, devoluções e tributos.

ENDIVIDAMENTO GERAL
Revela a participação de recursos de terceiros no ativo total da companhia. Acima de 100%, significa que a empresa tem dívidas maiores do que a soma do seu ativo total.

CRESCIMENTO DA RECEITA
Compara a Receita Líquida dos dois últimos exercícios fiscais, indicando o quanto as vendas cresceram (ou decresceram) de um ano para o outro.

LIQUIDEZ CORRENTE
Indica a relação entre o ativo circulante e o passivo circulante. Reflete a capacidade da empresa de cumprir suas obrigações de curto prazo. Quanto maior o índice, maior a liquidez da companhia. Um índice baixo expressa menor capacidade da companhia de cumprir suas obrigações. O índice de equilíbrio é igual a 1.

CAPITAL DE GIRO
É a parcela do Patrimônio Líquido destinada a financiar o giro do negócio. Equivale ao Patrimônio Líquido menos o valor do ativo permanente.

LUCRO LÍQUIDO
É o resultado final da companhia, depois de deduzidas as despesas, o imposto de renda, a contribuição social e as participações estatutárias de empregados, administradores e partes beneficiárias.

RENTABILIDADE SOBRE A RECEITA LÍQUIDA
É a relação entre Lucro (ou Prejuízo) Líquido e a Receita Líquida das operações de uma companhia. Esse indicador mostra o quanto a empresa lucra com sua atividade principal.

RENTABILIDADE DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Mostra quanto a companhia lucrou em relação ao total de recursos próprios aplicados pelos acionistas. Esse indicador procura expressar a relação entre Lucro ou Prejuízo Líquido e o “patrimônio médio” – ou seja, valores do Patrimônio Líquido no início e no final do exercício fiscal.

ANÁLISE TÉCNICA – Equipe PwC

Direção: Carlos Peres e Rafael Biedermann

Coordenação: Bianca Oliveira e Zingara Brasil

Assistência: Cristian Schnidger, Daniel Kops, Eduardo Soares, Eluize Di Domenico, Júlia Silva, Morgana Agra, Rodrigo Lorenzoni, Pedro Assis

Pesquisa e prospecção de balanços: Ramona Aleixo